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quarta-feira, 24 de setembro de 2014



A noite deveria ser brindada aqueles que sofrem do mal de insônia. Imagina quantas pessoas perdem o sono e vivem perambulando com suas ânsias e desejos por aí. Pessoas que sofrem,choram,escrevem em meio à calada da noite. Deveríamos brindar e aplaudir aos baladeiros da madrugada que ao invés de fazer o que se preza em uma nação vivem pela falta de abraço,de amigo ou qualquer coisa similar. Eu não sofro de insônia,eu não. Sofro é de pensamentos em excesso durante uma hora do dia em que todos já morreram. Escrever na madrugada é o que salva minha alma,é o que me sustenta,me mantém. Não é fácil estar sempre disposta,e quando tudo desmorona em cima da minha cabeça  tenho duas soluções: 1. Ou eu vou pra debaixo do chuveiro e choro junto com ele,ou 2. Escrevo uns 7 textos quando estou sonâmbula.Me admira quem sabe qual das duas coisas mais faço. Escrevo até criar calos,penso e viro uma máquina desesperada que não sabe o que diz,mas sente muito cada palavra proferida. Minha vida é feita por caneta e papel,surge uma oportunidade e eu viro outra pessoa,aliás,viro eu mesma. Sinto cada texto que já fiz na vida,e me provêm muitas lembranças de cada um deles,pois foi com eles que me vi,que cresci e me refiz,renasci. Foi com cada letra digitada ou manuseada que aprendi o quão especial são as pessoas que recebem esse dom,de mudar o dia,o humor,com um simples ou até mesmo elaborado texto. Viver de poesia é a forma mais linda que alguém pode querer pra si.

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