Fonte: theblondeblogger.com
Acho que o que mais prende nossos pensamentos, é a falta de criatividade. Ás vezes você até tem um texto produzido em mente, mas a mente engana, esquece. Eu mesma já escrevi mais de quinze livros no banho. E o que faz com que a escrita nos alimente? A escrita criativa.
É bom, ter sempre anotado três orientações, de onde partir, do que você gostaria de falar, e frases já pensadas. Não é a receita para o sucesso, mas faz com que você se "sinta" organizado. Te dá um norte para o começo.
A escrita é como fazer bolo, você pega os ingredientes e depois de tudo junto e no forno, ele cresce. E a receita é essa, estar sempre acrescentando.Vamos ler algumas dicas do João Nunes:
- Escrever – escritores escrevem. Sempre. Todos os dias. Com horário marcado. Não basta pensar em escrever; não basta falar em escrever; não basta planejar o que se vai escrever. É preciso escrever.
- Focar – enquanto se escreve não se pode fazer mais nada. Não se pode verificar os emails, ir ao Facebook, fazer as palavras cruzadas. Reserve um tempo para a escrita (nem que seja só meia hora) e nesse período não faça mais nada senão escrever.
- Ler – os escritores lêem muito. Alguns vivem apenas para ler e escrever. Mesmo que não seja esse o caso, dificilmente poderá progredir na escrita se não ler bastante. E não deve ler só aquilo que escreve. Se é guionista, não leia só guiões. Agarre num livro que tenha reservado para mais tarde e comece a lê-lo ainda hoje.
- Aprender – podemos aprender muito só pela leitura
de grandes obras. Mas também é bom ler também sobre o ofício da escrita e
da criatividade – memórias, autobiografias, ensaios, livros de técnica
ou de inspiração. Livros como The Creative Habit
, On Writing
, ou Adventures in the Screen Trade
são janelas abertas sobre os processos mentais dos autores e criadores. Há também blogues, como este, e revistas que se dedicam apenas a esse tema. Leia-os com regularidade e vai seguramente melhorar a sua escrita criativa.
- Reescrever – como foi aqui citado recentemente, Francis Ford Copolla diz que "A re-escrita é o nome do meio da escrita". Hemingway também deixou bem claro que "A primeira versão de qualquer coisa é uma merda". Se eles acham isso, como é que nós podemos pensar que as nossas primeiras versões já são suficientemente boas?
- Ser profissional – como Somerset Maugham muito bem dizia "Eu escrevo só quando a inspiração bate à porta. Felizmente, ela bate à porta todas as manhãs às nove em ponto.” Os amadores debatem-se com as crises e a falta de inspiração; os profissionais sentam-se e escrevem.
- Refletir – quem leva a sério a escrita criativa não se limita a escrever – reflete sobre o que escreve, a forma como escreve, as razões porque escreve. Analisa os seus pontos fracos e fortes. Toma decisões conscientes sobre aonde quer levar a sua escrita, e de que formas o vai fazer.
- Ser criativo, não é apenas pensar o que já foi pensado (de uma outra forma, ou outro ângulo), é também sair do comodismo. Tentar ultrapassar alguma barreira que você considera inatingível. Escrever é um remédio para mim, e me sinto aliviada quando escrevo, digito ou afins. Escrever também não é estar sempre com o mesmo humor, ou tentar seguir um texto escrito anteriormente, escrever é dar contínuo. É abrir o coração pelos dedos.

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