Dia normal, tranquilo e sem comprometimento. É assim
sempre,e será ao resto de minha vida. Nada acontece, nem ao menos
ninguém morre. É eu sei que é cruel desejar que alguém morra para ter
novidades.Porém, é a lei da vida,sem desapegos. Enfim , acordei atrasado
novamente.Isso sempre acontece,parece até mesmo uma regra sem ciclo.
Me arrumei,tomei meu café de sempre,e fui trabalhar. As mesmas pessoas,o mesmo ônibus,a mesma cadeira no final do corredor,o mesmo emprego. Dúvidas de um dia anormalístico? Não,claro que não. Parei pra pensar em o que minha vida havia se transformado,eu não tinha nada para suspirar ao fim da tarde. Nem mesmo um cachorrinho pela minha espera no final dos tempos.
Fui avisado de uma reunião sem hora,nem beira. Fiquei frustrado. Sempre fico,afinal quem gosta de ser avisado de algo em última hora? Ninguém. Nem você. Nem eu. Nem mesmo o cachorrinho. Não é ironia,me entenda. Fui para o escritório, nada de anormal.
Voltei da reunião,que foi um saco,sem idéias propostas e positivas. Ergui o olhar e foi isso que deu tempo de fazer, um furacão surgiu por mim,e derrubou todas aquelas folhas de preenchimentos dos recursos humanos. Bufei na hora,mas em fração de segundos,me contive de arrependimento. Era uma jovem,com um choro desesperador. Não sei se avisaram a ela,mas aquilo era uma empresa,e geralmente não se chora dentro de uma empresa.
Claro,existem exceções,porém, defendo o fato de se chorar somente escondido em casa,precisamente em noites de tormento da pobre insônia. Fiquei paralisado ao vê-la,e ofereci uma ajuda. O que eu estava realmente fazendo? Céus.
— Deixa que eu pegue essas folhas, garota.
Aí sim,ela chorou mais três litros na minha frente, acho que foi fraqueza,ou ela estava apenas esperando a oportunidade,de colocar a tristeza em dia.
— Não chore,pelo amor de Deus,eu não quis… Me perdoe, não queria te machu….car , calma. -Eu disse quase chorando junto.
— Ok, me desculpe senhor, - ela retrucou.
— Se me chamar de senhor mais uma vez,eu choro aqui que nem você.
— Ela abriu um sorriso -Puta merda,que sorriso é esse.
— Eu realmente não queria assustá-lo. Estava apenas…
— Não queira se desculpar,não sei o que aconteceu,mas ficará tudo bem.
— Ok, é… obrigada.
Me despedi e fui para minha sala. Juro,não parei de pensar na possibilidade dos motivos do choro tão doído dela. Poderia ser um babaca quem ousasse a fazer aquela linda mulher chorar, podia ser estresse,ou algo do tipo. Mas que diabos eu tinha com ela? Nada,pergunta idiota.
Fui trabalhar no outro dia,e queria vê-la de qualquer motivo,percorri todos os seis andares da empresa,porém missão não cumprida. Agi normalmente,como um cara estuprador que quer uma moça que estava chorando. Eu sentia náuseas e meu coração pulava pra fora. Eu descobri depois que ela estava fazendo apenas um teste,e não tive respostas do sucesso ou falha dela.
Passados dias, vi uma fila enorme de pessoas inclinadas em busca de um papel. Fui ver o que era,e era uma lista com nomes dos novos funcionários,ela estava na fila,porém um pouco afastada,sem motivação. Me aproximei e perguntei:
— Não vai olhar o resultado,moça?
— Ela levantou o olhar,e respondeu: Não sei.
Fiquei confuso,e me enfureci com a resposta,mas retruquei:
— Como assim? O não você já tem,basta criar esperança nesse coração e encarar aquele papel de frente.
— Ela pensou,pensou. E abriu os lábios vagarosamente com um hálito incrível de bom , e disse:
— Estou com medo,seria uma frustração não passar no teste. Quero muito esse emprego.
— Então vamos combinar assim, você me diz seu nome e eu olho pra você.
— Está bem…. parece justo. Mas não me julgue como alguém amedrontado.
— Larga de ser boba,eita. Diz o nome vai….
— Eu me chamo Isabella Nunes.
— Hum… só um minuto.
Ela ficou quieta,e roía as unhas,num tom desesperador.
— Hum… você passou Isabella Nunes, e acho que é tão boa pro cargo que de 83 pessoas , você foi a única que passou. Não entendo.
— Poise , obrigada pela consideração, sabia que não ia passar, quem se importa mesmo com uma menina que expõe seus sentimentos,e chora numa sala de teste. Espera aí… eu, o quê?
— Larga de ser boba,confere ali seu nome.
Ela foi andando devagar,até se aproximar da folha, olhou…olhou.
De repente , deu um pulo em cima de mim que nem eu mesmo esperava.
— aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa , eu passei, eu passei!!!
— Disso eu sei Isabella , e fiquei tão feliz com ela que pulava junto.
— Obrigada, moço.
— Marcos Paulo, me chama só de Marcos se preferir, ou só Paulo….
— Ok, Marcos,ou só Paulo -ela disse sorrindo.
— Já que sua felicidade é imensa,será que podemos tomar um café para comemorar?
— Hum… não dá,tem alguém me esperando ali fora,deixa pra próxima. Pode ser?
— Claro, -eu disse quase enfurecido.
Ela saiu pelo corredor,e eu fiquei observando-a até que ela virasse o final dele. Caramba,como o cheiro dela era bom,incrivelmente bom, necessariamente bom.
Meu telefone tocou.
— Oi .
— Marcos? Desejo que você me apareça aqui no escritório agora mesmo.
— O que aconteceu,chefe? E só pude ouvir o tu…tu…tu
Fui correndo,e abri a porta do escritório:
— O que aconteceu?
— Da seleção de 83 pessoas,apenas uma passou! Marcos Paulo você é uma cabeça importante nessa empresa,espero uma justificativa pra lá de boa.
— Poxa chefe, nem eu sabia desse resultado,nem ao menos soube dessa seleção,pra te falar a verdade! - disse em tom rude.
— Vá para sua sala,e me mande um e-mail com essa reflexão sua. Onde já se viu, é cada uma que me aparece.
Fui andando para minha sala,e dei uma passada na lanchonete,e tomei um café. Me vi em dois segundos pensando nela…Isabella Nunes. O nome daquela mulher deveria ser Deusa Nunes,ou Maravilhosa Nunes. Estava com uma pulga na orelha em quem a esperava. Confesso que quis correr atrás dela,e carregar aquele sorriso pra sempre,mas me contive. Ela era boa demais para que eu estragasse algo.
No outro dia, ela estava cedinho na empresa,linda como sempre (com uma blusa de regata branca,e uma saia longa rosa,e um perfume adocicado,estava maquiada,e esbanjava um sorriso enriquecedor).
— Isa?
— Oi Mapu.
— O quê?
— Mapu. Não sei como te chamar então, ma de Marcos,e pu de Paulo (eu sei que não tem nada haver,mas foi o que minha criatividade rendeu).
— Hum…entendi. Obrigada pelo apelido Isa.
— Você que abre a empresa?
— Sim, Isa. Por quê?
— Eu queria chegar cedo,sem espantar alguém.
— Isso é ótimo. Comprometimento é a melhor coisa.
— Obrigada, será que podemos tomar café hoje?
— Claro Isa,afinal você me deixou na mão ontem.
— Hum.. - ela disse mordendo os lábios-. Eu já tinha um compromisso só isso.
Fomos até a lanchonete e estava fechada, então a convidei para uma outra,que havia ali perto.Ela aceitou,entrou no carro,e fomos. Chegamos lá papo vai e vem,e percebi o quanto ela era uma mulher interessante. Era alta,loira,e tinha os olhos azuis. Estava maquiada com um delineador com traço fino,e muito rímel. Um pouco de blush,e batom vermelho. Cabelos presos,e perfeitamente cheirosos. Depois de tanta informação,fomos embora.Ela foi para o RH se apresentar,e eu fui para minha sala.
Depois de três horas trabalhando, vi meu chefe mostrando algo para ela. Acho que seria sua nova sala,não sei. Na hora de minha saída,eu a vi na calçada. Parada e parecia impaciente.
— Isa? Quer uma carona?
— Eu estava esperando alguém,mas acho que vou aceitar.
Ela entrou no carro entusiasmada,e me contou tudo que havia ocorrido. Que estava feliz,e deu uma pausa. Eu enchi a pobre coitada de perguntas e depois fiquei na defensiva. Ela ria como se o mundo não existisse. E quando liguei o rádio,ela me disse que era sua canção preferida,era na voz de Maria Gadú e ela cantava: “Quando está escuro,e ninguém te ouve. Quando chega à noite,e você pode chorar”… Ela cantou na mesma sintonia e me olhou quieta. Pediu desculpas,e eu não vi motivos ali para tal feito. Cheguei na porta da casa dela,ela agradeceu,e um homem saiu de dentro da casa,gritando aos quatro ventos:
— Porquê não me esperou? Fiquei que nem um idiota,e você me chega aqui com outro? O que está acontecendo com você? Se lembra de que mora aqui por motivos pessoais? Não seja infantil,sabe que sou ciumento. Te esperei a tarde toda,ingrata.
Ela se virou,me agradeceu mais uma vez,e disse:
— Poxa Nuno , não precisa ser tão grosso,te esperei por duas horas,e você nem sequer lembrou de minha existência. E de quem é esse carro vermelho aqui na porta?
Ele mudou a expressão,e disse:
— Não sei,não posso controlar tudo aqui. Entra logo.
Dei partida novamente e acelerei o carro, fui para casa e fiz uma janta rápida. Pulei no sofá,e dormi ali mesmo. Acordei com o sol trincando em minha pele ressecada,e com as costas doendo como se estivesse apanhado em uma luta de UFC. Levantei,e vi que novamente estava atrasado. Eu sei que abro a empresa,mas sempre me atraso assim mesmo.
— Credo Mapu , estou te esperando faz horas.
— Desculpe, meu sono deu uma desregulada hoje.
— Ok! Tenho bilhões de processos para fazer,posso ir adiantando enquanto isso?
— Claro Isa. Fique a vontade,estarei em minha sala qualquer coisa. Quer que eu ligue e peça café?
— Não, -ela disse enfurecida-. Obrigada,era o que eu menos desejaria no momento.
— O que aconteceu,Isa?
— Abra a porta para mim,por favor.
— Não vai dizer mesmo?
— Não!
Ela ficava linda e sexy brava,parecia uma leoa em defesa de seu filhote numa ilha qualquer da África. Ela estava linda,nossa! Uau, como estava linda! Tive que me conter para não sair vários elogios de uma vez. Era linda sem maquiagem,e nem se dava conta disso. Aliás nenhuma mulher se dá conta disso,maquiagem é pra variar de vez em quando,não passar todos os dias que nem uma escrava da beleza enrustida.
O pessoal foi chegando para o trabalho,e rapidamente ouvia vozes e telefones tocando desesperadamente. O dia passou devagar,e convidei Isa para almoçar,ela não aceitou. Almocei em um restaurante sozinho e desolado. Parecendo um psicopata desleixado. Eu me sentia horrível,e queria sair correndo dali a cada instante. Vi Isa chegar ali,com o mesmo cara que vi quando a levei pra casa. Eles conversavam,e riam,e riam e conversavam. De repente,algo pareceu confuso,o rosto do rapaz ficou fechado,e ele começou a gritar com ela,como se fosse algo superior.Fiquei parado no meu canto,até ele levantar e apontar a mão no rosto dela. Os clientes, e trabalhadores do restaurante olhavam-se assustados,e fui em direção á eles:
— Isa? Algum problema?
— Não! Ela disse na defensiva.
— Quem é esse cara,ISABELLA NUNES? É ELE QUEM VOCÊ PEGA NO “SERVIÇO” ENQUANTO EU ESTOU EM CASA? É ELE QUE VOCÊ FALOU? É ESSE CARA QUE TE LIGOU ONTEM Á NOITE? FALA LOGO,ISABELLA.
— Eu sou um amigo da empresa. Não sei do que você está fala….
— EU DISSE ISA,CALA A BOCA,RETARDADO DE ÓCULOS. FALA ISABELLA,PORRA! FALA!
— Ninguém me ligou ontem á noite,você está pirando Nuno! Fique quieto,estão todos olhando.
— ESCUTA AQUI,SUA VAGABUNDA,PEGUE SUAS COISAS NA MINHA CASA,E SUMA DA MINHA FRENTE,SUMA PRA SEMPRE ISABELLA VADIA NUNES. E SOME COM SEU AMIGUINHO TAMBÉM,ANDA ISABELLA.
— Nuno! Acalme-se. Você está parecendo uma criança,pare!
— Vamos Isa,eu disse.
Ela me seguiu calada,e saímos do restaurante. Entrou no carro calada,e assim permaneceu.
— Isa? Está tudo…
Ela desabou a chorar,ficou por uma hora soluçando até que eu contive todas aquelas lágrimas loucas.
— Você não tem culpa,Isa. Ele é um ogro. Cara sem noção,calma Isa.
— Obrigada Mapu, eu não sei o que fazer,não sei onde vou morar,eu quero morrer.
— Calma,Isa. Já disse! Tudo tem solução.
Voltamos para o escritório e fui para minha sala,e ela seguiu em frente a dela. Depois quase na hora de ir embora,eu me ofereci para ir com ela buscar as coisas na casa do tal “Nuno”,e coloquei minha casa a disposição. Ela ficou pensativa,mas aceitou.Fomos,ele não estava,ela pegou as coisas e partimos para minha casa.
— Isa? Preciso te dizer uma coisa!
— Pode ser depois?
— Claro,como quiser.
Chegamos em casa,fiz uma janta e comemos. Assistimos televisão e fui deitar. Ela ficou na sala,e horas depois me cutucou na cama.
— Mapu? Não tem outra cama aqui?
— Era isso que eu ia dizer,bobinha. Pode deitar aqui do meu lado,tem cobertas ai no armário. Não vou fazer nada,juro.
— Hum…está bem.
Nossa,como foi difícil me controlar com o cheiro dela ali do meu lado. Seus cabelos roçavam em minhas costas,e isso me deixou muito excitado. Ela era uma linda mulher e não havia como resistir. Acabei adormecendo,e acordei com ela me dando uns chutes. Estava novamente atrasado.
— Isa? Me desculpe,eu…Nossa,perdi a hora!
— Me conte uma novidade Mapu. Vamos.
Nem deu tempo de tomarmos café. Fui em alta velocidade,e até mais que o permitido,chegamos na empresa com pouco tempo. Ela bufou de raiva,e me dava beliscão sempre que ficava insegura.Parecia uma criança boba que não sabe como pedir algo para os pais. Ela me disse que iria procurar um hotel pra morar,eu disse que não,mas ela era teimosa,e fez o veredito. Cheguei em casa,e nem sombra dela,nem do cheiro,nem das roupas,havia apenas um pequeno papel amassado.
"Mapu,obrigada por tudo,você foi realmente um homem muito generoso,espero não ter causado problemas,te desejo toda sorte do mundo. Beijos, Isa."
Nossa,meu coração disparou em cada palavra. Aquela mulher era misteriosa e encantadora.Pobre Isa,não sabe o poder que tem. No outro dia acordei bem cedo,e cheguei na empresa antes mesmo que ela. Quando ela chegou e me viu,deu a maior gargalhada do mundo. Que sensação maravilhosa,de ouvir aquela boca perfeita soando em meus ouvidos.
— Isa? Vou te matar! Quem mandou pegar as coisas e sumir assim?
— Desculpe,Mapu. Só não queria te assustar.
— Me assustou ainda mais agora. Não consigo te olhar nunca mais.
— Mapu,pare de graça.
Demos risadas até o horário do almoço. Convidei-a para jantar,e finalmente ela aceitou. Fui buscá-la em casa,e ela estava tão linda,com um vestido vermelho com tachinhas,que deixava suas costas a mostra,e era tomara-que-caia. Estava mais linda que o normal,e não me contive:
— UAU,ISABELLA,MEU DEUS,NOSSA!
— Para de babar e vamos! Bobinho.
Chegamos no restaurante,fomos para a mesa reservada,e comemos várias comidas diferentes. Japonesa,com italiana,e um pouco de tempero alemão.Bebemos vinho até falar chega. Levei-a em casa,e ela não achou a chave de casa. Deve ter esquecido em algum lugar,e ofereci novamente minha casa. Ela aceitou,com toda inocência do mundo. Ficamos no sofá vendo filme até altas horas,e contei piadas que eu nunca imaginaria que lembraria na vida. Encostei sem querer em seus lábios,e por incrível que pareça ela retribuiu.
Peguei na sua nuca,e disse:
— Isa,não precisa fazer isso,sei que você bebeu,e vai se arrepender amanhã.
Ela fez um sinal para que eu calasse ,e continuasse o que tinha interrompido. Coloquei delicadamente a mão novamente em sua nuca,e dei um beijo no pescoço. Segurei firme aquele cabelo macio, e trouxe seu quadril junto ao meu. Tirei seu vestido,e levei-a para a cama. Fui descendo os lábio do pescoço dela,até a barriga,e finalmente a chupei com toda vontade do mundo,ela gemia em meus ouvidos,e aquilo me deixava mais louco. Pedi para que ela levantasse,e à prendi sobre a parede. Ela falava meu nome em som de gemido,e eu estava ficando apavorado. Como ela era boa,céus! Coloquei-a novamente na cama,e penetrei fundo em seu corpo. Depois de tanto acariciamento,dormimos.
Acordei com ela em meus braços,e desejei aquela mulher para sempre. Ela acordou meio assustada,e disse:
— Mapu, estamos atrasadíssimos!
Eu respondi:
— Hoje é sábado,bobinha!
Ela sorriu,e ficamos ali conversando por horas. Até que ela virou,e falou:
— Mapu,preciso de você para sempre. Nunca quero te deixar,você é um cara incrível! Realmente,preciso de você todos os dias da minha vida.
— Para Isa,você ainda está de ressaca.
Ela ficou desconfiada e continuou:
— É sério,poxa. Você mexeu comigo como ninguém mais,me fez sentir a mais desejada,e linda de todas ás mulheres. O que você viu em mim Mapu?
— Isa,sua linda. Eu vi em você,o que nem você jamais perceberia. Vi que você era doce em todos os sentidos. Além de linda,simpática,inteligente,cheirosa… São tantas qualidades que não tem tempo para dizê-las. Você é uma pessoa encantadora,e me vi apaixonado por você mesmo em meio as lágrimas. Eu sei que não sou o melhor cara do mundo,e nem nos conhecemos direito,mas sinto que encontrei quem eu procurava. Eu sinto uma enorme admiração por você. Seu cheiro fica em meus pensamentos,e não importa onde eu esteja,ou o que esteja fazendo,só me preocupo em saber como você está.
— Mapu?
— Oi?! -disse confuso e aliviado.
— Quero dormir e acordar nessa cama com você para sempre.
— Jura Isa?
— Juro,meu Mapu.
Me arrumei,tomei meu café de sempre,e fui trabalhar. As mesmas pessoas,o mesmo ônibus,a mesma cadeira no final do corredor,o mesmo emprego. Dúvidas de um dia anormalístico? Não,claro que não. Parei pra pensar em o que minha vida havia se transformado,eu não tinha nada para suspirar ao fim da tarde. Nem mesmo um cachorrinho pela minha espera no final dos tempos.
Fui avisado de uma reunião sem hora,nem beira. Fiquei frustrado. Sempre fico,afinal quem gosta de ser avisado de algo em última hora? Ninguém. Nem você. Nem eu. Nem mesmo o cachorrinho. Não é ironia,me entenda. Fui para o escritório, nada de anormal.
Voltei da reunião,que foi um saco,sem idéias propostas e positivas. Ergui o olhar e foi isso que deu tempo de fazer, um furacão surgiu por mim,e derrubou todas aquelas folhas de preenchimentos dos recursos humanos. Bufei na hora,mas em fração de segundos,me contive de arrependimento. Era uma jovem,com um choro desesperador. Não sei se avisaram a ela,mas aquilo era uma empresa,e geralmente não se chora dentro de uma empresa.
Claro,existem exceções,porém, defendo o fato de se chorar somente escondido em casa,precisamente em noites de tormento da pobre insônia. Fiquei paralisado ao vê-la,e ofereci uma ajuda. O que eu estava realmente fazendo? Céus.
— Deixa que eu pegue essas folhas, garota.
Aí sim,ela chorou mais três litros na minha frente, acho que foi fraqueza,ou ela estava apenas esperando a oportunidade,de colocar a tristeza em dia.
— Não chore,pelo amor de Deus,eu não quis… Me perdoe, não queria te machu….car , calma. -Eu disse quase chorando junto.
— Ok, me desculpe senhor, - ela retrucou.
— Se me chamar de senhor mais uma vez,eu choro aqui que nem você.
— Ela abriu um sorriso -Puta merda,que sorriso é esse.
— Eu realmente não queria assustá-lo. Estava apenas…
— Não queira se desculpar,não sei o que aconteceu,mas ficará tudo bem.
— Ok, é… obrigada.
Me despedi e fui para minha sala. Juro,não parei de pensar na possibilidade dos motivos do choro tão doído dela. Poderia ser um babaca quem ousasse a fazer aquela linda mulher chorar, podia ser estresse,ou algo do tipo. Mas que diabos eu tinha com ela? Nada,pergunta idiota.
Fui trabalhar no outro dia,e queria vê-la de qualquer motivo,percorri todos os seis andares da empresa,porém missão não cumprida. Agi normalmente,como um cara estuprador que quer uma moça que estava chorando. Eu sentia náuseas e meu coração pulava pra fora. Eu descobri depois que ela estava fazendo apenas um teste,e não tive respostas do sucesso ou falha dela.
Passados dias, vi uma fila enorme de pessoas inclinadas em busca de um papel. Fui ver o que era,e era uma lista com nomes dos novos funcionários,ela estava na fila,porém um pouco afastada,sem motivação. Me aproximei e perguntei:
— Não vai olhar o resultado,moça?
— Ela levantou o olhar,e respondeu: Não sei.
Fiquei confuso,e me enfureci com a resposta,mas retruquei:
— Como assim? O não você já tem,basta criar esperança nesse coração e encarar aquele papel de frente.
— Ela pensou,pensou. E abriu os lábios vagarosamente com um hálito incrível de bom , e disse:
— Estou com medo,seria uma frustração não passar no teste. Quero muito esse emprego.
— Então vamos combinar assim, você me diz seu nome e eu olho pra você.
— Está bem…. parece justo. Mas não me julgue como alguém amedrontado.
— Larga de ser boba,eita. Diz o nome vai….
— Eu me chamo Isabella Nunes.
— Hum… só um minuto.
Ela ficou quieta,e roía as unhas,num tom desesperador.
— Hum… você passou Isabella Nunes, e acho que é tão boa pro cargo que de 83 pessoas , você foi a única que passou. Não entendo.
— Poise , obrigada pela consideração, sabia que não ia passar, quem se importa mesmo com uma menina que expõe seus sentimentos,e chora numa sala de teste. Espera aí… eu, o quê?
— Larga de ser boba,confere ali seu nome.
Ela foi andando devagar,até se aproximar da folha, olhou…olhou.
De repente , deu um pulo em cima de mim que nem eu mesmo esperava.
— aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa , eu passei, eu passei!!!
— Disso eu sei Isabella , e fiquei tão feliz com ela que pulava junto.
— Obrigada, moço.
— Marcos Paulo, me chama só de Marcos se preferir, ou só Paulo….
— Ok, Marcos,ou só Paulo -ela disse sorrindo.
— Já que sua felicidade é imensa,será que podemos tomar um café para comemorar?
— Hum… não dá,tem alguém me esperando ali fora,deixa pra próxima. Pode ser?
— Claro, -eu disse quase enfurecido.
Ela saiu pelo corredor,e eu fiquei observando-a até que ela virasse o final dele. Caramba,como o cheiro dela era bom,incrivelmente bom, necessariamente bom.
Meu telefone tocou.
— Oi .
— Marcos? Desejo que você me apareça aqui no escritório agora mesmo.
— O que aconteceu,chefe? E só pude ouvir o tu…tu…tu
Fui correndo,e abri a porta do escritório:
— O que aconteceu?
— Da seleção de 83 pessoas,apenas uma passou! Marcos Paulo você é uma cabeça importante nessa empresa,espero uma justificativa pra lá de boa.
— Poxa chefe, nem eu sabia desse resultado,nem ao menos soube dessa seleção,pra te falar a verdade! - disse em tom rude.
— Vá para sua sala,e me mande um e-mail com essa reflexão sua. Onde já se viu, é cada uma que me aparece.
Fui andando para minha sala,e dei uma passada na lanchonete,e tomei um café. Me vi em dois segundos pensando nela…Isabella Nunes. O nome daquela mulher deveria ser Deusa Nunes,ou Maravilhosa Nunes. Estava com uma pulga na orelha em quem a esperava. Confesso que quis correr atrás dela,e carregar aquele sorriso pra sempre,mas me contive. Ela era boa demais para que eu estragasse algo.
No outro dia, ela estava cedinho na empresa,linda como sempre (com uma blusa de regata branca,e uma saia longa rosa,e um perfume adocicado,estava maquiada,e esbanjava um sorriso enriquecedor).
— Isa?
— Oi Mapu.
— O quê?
— Mapu. Não sei como te chamar então, ma de Marcos,e pu de Paulo (eu sei que não tem nada haver,mas foi o que minha criatividade rendeu).
— Hum…entendi. Obrigada pelo apelido Isa.
— Você que abre a empresa?
— Sim, Isa. Por quê?
— Eu queria chegar cedo,sem espantar alguém.
— Isso é ótimo. Comprometimento é a melhor coisa.
— Obrigada, será que podemos tomar café hoje?
— Claro Isa,afinal você me deixou na mão ontem.
— Hum.. - ela disse mordendo os lábios-. Eu já tinha um compromisso só isso.
Fomos até a lanchonete e estava fechada, então a convidei para uma outra,que havia ali perto.Ela aceitou,entrou no carro,e fomos. Chegamos lá papo vai e vem,e percebi o quanto ela era uma mulher interessante. Era alta,loira,e tinha os olhos azuis. Estava maquiada com um delineador com traço fino,e muito rímel. Um pouco de blush,e batom vermelho. Cabelos presos,e perfeitamente cheirosos. Depois de tanta informação,fomos embora.Ela foi para o RH se apresentar,e eu fui para minha sala.
Depois de três horas trabalhando, vi meu chefe mostrando algo para ela. Acho que seria sua nova sala,não sei. Na hora de minha saída,eu a vi na calçada. Parada e parecia impaciente.
— Isa? Quer uma carona?
— Eu estava esperando alguém,mas acho que vou aceitar.
Ela entrou no carro entusiasmada,e me contou tudo que havia ocorrido. Que estava feliz,e deu uma pausa. Eu enchi a pobre coitada de perguntas e depois fiquei na defensiva. Ela ria como se o mundo não existisse. E quando liguei o rádio,ela me disse que era sua canção preferida,era na voz de Maria Gadú e ela cantava: “Quando está escuro,e ninguém te ouve. Quando chega à noite,e você pode chorar”… Ela cantou na mesma sintonia e me olhou quieta. Pediu desculpas,e eu não vi motivos ali para tal feito. Cheguei na porta da casa dela,ela agradeceu,e um homem saiu de dentro da casa,gritando aos quatro ventos:
— Porquê não me esperou? Fiquei que nem um idiota,e você me chega aqui com outro? O que está acontecendo com você? Se lembra de que mora aqui por motivos pessoais? Não seja infantil,sabe que sou ciumento. Te esperei a tarde toda,ingrata.
Ela se virou,me agradeceu mais uma vez,e disse:
— Poxa Nuno , não precisa ser tão grosso,te esperei por duas horas,e você nem sequer lembrou de minha existência. E de quem é esse carro vermelho aqui na porta?
Ele mudou a expressão,e disse:
— Não sei,não posso controlar tudo aqui. Entra logo.
Dei partida novamente e acelerei o carro, fui para casa e fiz uma janta rápida. Pulei no sofá,e dormi ali mesmo. Acordei com o sol trincando em minha pele ressecada,e com as costas doendo como se estivesse apanhado em uma luta de UFC. Levantei,e vi que novamente estava atrasado. Eu sei que abro a empresa,mas sempre me atraso assim mesmo.
— Credo Mapu , estou te esperando faz horas.
— Desculpe, meu sono deu uma desregulada hoje.
— Ok! Tenho bilhões de processos para fazer,posso ir adiantando enquanto isso?
— Claro Isa. Fique a vontade,estarei em minha sala qualquer coisa. Quer que eu ligue e peça café?
— Não, -ela disse enfurecida-. Obrigada,era o que eu menos desejaria no momento.
— O que aconteceu,Isa?
— Abra a porta para mim,por favor.
— Não vai dizer mesmo?
— Não!
Ela ficava linda e sexy brava,parecia uma leoa em defesa de seu filhote numa ilha qualquer da África. Ela estava linda,nossa! Uau, como estava linda! Tive que me conter para não sair vários elogios de uma vez. Era linda sem maquiagem,e nem se dava conta disso. Aliás nenhuma mulher se dá conta disso,maquiagem é pra variar de vez em quando,não passar todos os dias que nem uma escrava da beleza enrustida.
O pessoal foi chegando para o trabalho,e rapidamente ouvia vozes e telefones tocando desesperadamente. O dia passou devagar,e convidei Isa para almoçar,ela não aceitou. Almocei em um restaurante sozinho e desolado. Parecendo um psicopata desleixado. Eu me sentia horrível,e queria sair correndo dali a cada instante. Vi Isa chegar ali,com o mesmo cara que vi quando a levei pra casa. Eles conversavam,e riam,e riam e conversavam. De repente,algo pareceu confuso,o rosto do rapaz ficou fechado,e ele começou a gritar com ela,como se fosse algo superior.Fiquei parado no meu canto,até ele levantar e apontar a mão no rosto dela. Os clientes, e trabalhadores do restaurante olhavam-se assustados,e fui em direção á eles:
— Isa? Algum problema?
— Não! Ela disse na defensiva.
— Quem é esse cara,ISABELLA NUNES? É ELE QUEM VOCÊ PEGA NO “SERVIÇO” ENQUANTO EU ESTOU EM CASA? É ELE QUE VOCÊ FALOU? É ESSE CARA QUE TE LIGOU ONTEM Á NOITE? FALA LOGO,ISABELLA.
— Eu sou um amigo da empresa. Não sei do que você está fala….
— EU DISSE ISA,CALA A BOCA,RETARDADO DE ÓCULOS. FALA ISABELLA,PORRA! FALA!
— Ninguém me ligou ontem á noite,você está pirando Nuno! Fique quieto,estão todos olhando.
— ESCUTA AQUI,SUA VAGABUNDA,PEGUE SUAS COISAS NA MINHA CASA,E SUMA DA MINHA FRENTE,SUMA PRA SEMPRE ISABELLA VADIA NUNES. E SOME COM SEU AMIGUINHO TAMBÉM,ANDA ISABELLA.
— Nuno! Acalme-se. Você está parecendo uma criança,pare!
— Vamos Isa,eu disse.
Ela me seguiu calada,e saímos do restaurante. Entrou no carro calada,e assim permaneceu.
— Isa? Está tudo…
Ela desabou a chorar,ficou por uma hora soluçando até que eu contive todas aquelas lágrimas loucas.
— Você não tem culpa,Isa. Ele é um ogro. Cara sem noção,calma Isa.
— Obrigada Mapu, eu não sei o que fazer,não sei onde vou morar,eu quero morrer.
— Calma,Isa. Já disse! Tudo tem solução.
Voltamos para o escritório e fui para minha sala,e ela seguiu em frente a dela. Depois quase na hora de ir embora,eu me ofereci para ir com ela buscar as coisas na casa do tal “Nuno”,e coloquei minha casa a disposição. Ela ficou pensativa,mas aceitou.Fomos,ele não estava,ela pegou as coisas e partimos para minha casa.
— Isa? Preciso te dizer uma coisa!
— Pode ser depois?
— Claro,como quiser.
Chegamos em casa,fiz uma janta e comemos. Assistimos televisão e fui deitar. Ela ficou na sala,e horas depois me cutucou na cama.
— Mapu? Não tem outra cama aqui?
— Era isso que eu ia dizer,bobinha. Pode deitar aqui do meu lado,tem cobertas ai no armário. Não vou fazer nada,juro.
— Hum…está bem.
Nossa,como foi difícil me controlar com o cheiro dela ali do meu lado. Seus cabelos roçavam em minhas costas,e isso me deixou muito excitado. Ela era uma linda mulher e não havia como resistir. Acabei adormecendo,e acordei com ela me dando uns chutes. Estava novamente atrasado.
— Isa? Me desculpe,eu…Nossa,perdi a hora!
— Me conte uma novidade Mapu. Vamos.
Nem deu tempo de tomarmos café. Fui em alta velocidade,e até mais que o permitido,chegamos na empresa com pouco tempo. Ela bufou de raiva,e me dava beliscão sempre que ficava insegura.Parecia uma criança boba que não sabe como pedir algo para os pais. Ela me disse que iria procurar um hotel pra morar,eu disse que não,mas ela era teimosa,e fez o veredito. Cheguei em casa,e nem sombra dela,nem do cheiro,nem das roupas,havia apenas um pequeno papel amassado.
"Mapu,obrigada por tudo,você foi realmente um homem muito generoso,espero não ter causado problemas,te desejo toda sorte do mundo. Beijos, Isa."
Nossa,meu coração disparou em cada palavra. Aquela mulher era misteriosa e encantadora.Pobre Isa,não sabe o poder que tem. No outro dia acordei bem cedo,e cheguei na empresa antes mesmo que ela. Quando ela chegou e me viu,deu a maior gargalhada do mundo. Que sensação maravilhosa,de ouvir aquela boca perfeita soando em meus ouvidos.
— Isa? Vou te matar! Quem mandou pegar as coisas e sumir assim?
— Desculpe,Mapu. Só não queria te assustar.
— Me assustou ainda mais agora. Não consigo te olhar nunca mais.
— Mapu,pare de graça.
Demos risadas até o horário do almoço. Convidei-a para jantar,e finalmente ela aceitou. Fui buscá-la em casa,e ela estava tão linda,com um vestido vermelho com tachinhas,que deixava suas costas a mostra,e era tomara-que-caia. Estava mais linda que o normal,e não me contive:
— UAU,ISABELLA,MEU DEUS,NOSSA!
— Para de babar e vamos! Bobinho.
Chegamos no restaurante,fomos para a mesa reservada,e comemos várias comidas diferentes. Japonesa,com italiana,e um pouco de tempero alemão.Bebemos vinho até falar chega. Levei-a em casa,e ela não achou a chave de casa. Deve ter esquecido em algum lugar,e ofereci novamente minha casa. Ela aceitou,com toda inocência do mundo. Ficamos no sofá vendo filme até altas horas,e contei piadas que eu nunca imaginaria que lembraria na vida. Encostei sem querer em seus lábios,e por incrível que pareça ela retribuiu.
Peguei na sua nuca,e disse:
— Isa,não precisa fazer isso,sei que você bebeu,e vai se arrepender amanhã.
Ela fez um sinal para que eu calasse ,e continuasse o que tinha interrompido. Coloquei delicadamente a mão novamente em sua nuca,e dei um beijo no pescoço. Segurei firme aquele cabelo macio, e trouxe seu quadril junto ao meu. Tirei seu vestido,e levei-a para a cama. Fui descendo os lábio do pescoço dela,até a barriga,e finalmente a chupei com toda vontade do mundo,ela gemia em meus ouvidos,e aquilo me deixava mais louco. Pedi para que ela levantasse,e à prendi sobre a parede. Ela falava meu nome em som de gemido,e eu estava ficando apavorado. Como ela era boa,céus! Coloquei-a novamente na cama,e penetrei fundo em seu corpo. Depois de tanto acariciamento,dormimos.
Acordei com ela em meus braços,e desejei aquela mulher para sempre. Ela acordou meio assustada,e disse:
— Mapu, estamos atrasadíssimos!
Eu respondi:
— Hoje é sábado,bobinha!
Ela sorriu,e ficamos ali conversando por horas. Até que ela virou,e falou:
— Mapu,preciso de você para sempre. Nunca quero te deixar,você é um cara incrível! Realmente,preciso de você todos os dias da minha vida.
— Para Isa,você ainda está de ressaca.
Ela ficou desconfiada e continuou:
— É sério,poxa. Você mexeu comigo como ninguém mais,me fez sentir a mais desejada,e linda de todas ás mulheres. O que você viu em mim Mapu?
— Isa,sua linda. Eu vi em você,o que nem você jamais perceberia. Vi que você era doce em todos os sentidos. Além de linda,simpática,inteligente,cheirosa… São tantas qualidades que não tem tempo para dizê-las. Você é uma pessoa encantadora,e me vi apaixonado por você mesmo em meio as lágrimas. Eu sei que não sou o melhor cara do mundo,e nem nos conhecemos direito,mas sinto que encontrei quem eu procurava. Eu sinto uma enorme admiração por você. Seu cheiro fica em meus pensamentos,e não importa onde eu esteja,ou o que esteja fazendo,só me preocupo em saber como você está.
— Mapu?
— Oi?! -disse confuso e aliviado.
— Quero dormir e acordar nessa cama com você para sempre.
— Jura Isa?
— Juro,meu Mapu.
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