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segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Ela nem sabe da minha existência,e eu velo pela dela


O que essa garota tem que reluz tanto? O que nela existe para que tenha esse mistério e olhos vibrantes. Ela anda olhando pro chão com medo de manter contato com as outras pessoas,mas quando os encara se torna tão forte como uma mãe de sete filhos.
Seu delineado é famoso,mas seus olhos são irreconhecíveis durante cada humor. Ela tem um quê de esquisita,mas é sexy e linda ao mesmo tempo. Ela anda e o mundo a acompanha,como se ela fosse a mãe natureza.Seu cheiro é tão bom e doce que fica grudado até em meus pensamentos.
Os cabelos daquela garota,nossa! É tipo “uau”, quando o vento o balança,chega mais ou menos na altura do pescoço,mas quando ela chega a franja pro lado em rumo as orelhas meu coração dispara.
Ela não sabe da minha existência,mas eu revigoro pela dela. Ela não sabe que a idolatro mas que o Rio de Janeiro idolatra o Cristo Redentor. Ela não pensa,não imagina o que eu seria capaz de fazer para deixa-la extremamente feliz. Ela quer cursar Psicologia,mas não suporta os próprios dramas. Exagera na dose de choro quando algo está errado.
Essa garota não sabe,mas eu amo cada centímetro do ar que ela respira. Eu sinto cada pedaço da calçada quando ela passa,eu preciso dizer a ela que o simples fato dela passar em minha rua,me traz um dia melhor. Outro dia eu falo, porquê hoje infelizmente ela já passou…
Apressada como quem acorda cinco minutos depois do alarme, apressada como quem pega o fone de ouvido correndo da bolsa,apressada como quase tropeçou na escada do ônibus. Eita garota,se tu soubesse como cada noite velei uma poesia em busca de anseios seus. Se tu imaginasse como sou louco por ti.

Ela trabalha numa cafeteria,e todos os dias eu estou lá. Me aborreço com alguns engraçadinhos que dão cantada nela,mas logo ela os dispensa. Claro, todos reconhecem que ela é linda,pena que ela não saiba disso, ou saiba e finja desacreditar. Outro dia ela passou como furação do meu lado,e eu pude sentir aquele aroma de menina fofa. Eu olhei rapidamente,e a vi chorar. Eu queria esmagar quem tivesse feito algo com ela,mas ela não sabia da minha existência. Foi ao banheiro,e depois veio em minha direção, e disse:
— O café expresso de sempre senhor?
Eu a fitei de cima em baixo,e queria responder - ” Não,senhorita. Mas aceitaria seu coração.” Abaixei o olhar em mim mesmo e sabia que não seria tão grosseiro. Não com ela. Não ali. E respondi:
— Sim,o mesmo café expresso de sempre,por favor.

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